Do SEO ao GEO: como adaptar a rotina para aparecer nas IAs

Jul 27, 2026 | Inteligência artificial

O SEO continua importante, mas agora precisa dividir espaço com prompts, respostas generativas e novas formas de medir visibilidade.

Durante muito tempo, a lógica da busca era relativamente simples. A pessoa digitava alguma coisa no Google, escolhia um resultado e entrava em um site.

Esse caminho ainda existe, mas agora ele divide espaço com outras formas de pesquisar. Em vez de digitar “agência de SEO”, alguém pode perguntar ao ChatGPT: “Quais agências de SEO no Brasil têm experiência com e-commerce e foco em geração de receita?”

A intenção é parecida. A forma de buscar, não.

E isso muda a rotina de quem trabalha com aquisição orgânica.

O ponto não é trocar SEO por GEO. É entender que as duas frentes agora precisam funcionar juntas.

Segundo a Similarweb, cerca de 95% dos usuários do ChatGPT também utilizavam o Google em 2025. No mesmo período, o tráfego gerado por plataformas de IA para sites cresceu bastante [1].

Ou seja: não existe uma troca simples de canal. Existe uma jornada mais espalhada.

A pessoa pode perguntar em uma IA, pesquisar as marcas no Google, visitar alguns sites e voltar para comparar as opções.

Por que aparecer no Google e nas IAs importa para o negócio

No Google, a marca aparece quando alguém já está procurando por um produto, serviço ou resposta.

Isso ajuda a:

  • capturar uma demanda existente;
  • levar tráfego para páginas estratégicas;
  • gerar leads e vendas;
  • reduzir dependência de mídia paga;
  • construir um canal de aquisição mais previsível.

Nas IAs, a presença pode acontecer ainda antes do clique.

A marca entra na conversa enquanto o usuário tenta entender o problema, definir critérios ou comparar opções.

Pense em uma pessoa perguntando: “Quais plataformas ajudam a monitorar a presença de uma marca nas respostas de IA?”

Antes mesmo de visitar um site, ela já pode receber uma lista de empresas, recursos e recomendações. Se a sua marca não aparece nessa etapa, ela pode ficar de fora da consideração antes de qualquer busca mais direta.

Isso não quer dizer que uma menção automaticamente vira receita. Mas significa que visibilidade não pode mais ser analisada apenas pelo tráfego.

A marca também precisa entender se está presente nos momentos que influenciam a decisão.

A First Answer foi criada para ajudar empresas a entender e fortalecer sua presença nas respostas geradas por inteligência artificial. Em vez de depender de verificações manuais e esporádicas, a plataforma monitora continuamente como marcas aparecem em ferramentas como ChatGPT, Gemini, Perplexity, Google AI Overviews, Copilot e outras IAs, acompanhando métricas como frequência de menções, participação em prompts estratégicos, posicionamento frente aos concorrentes, sentimento e fontes utilizadas pelas respostas. Com esses dados, equipes de SEO, conteúdo e marketing conseguem identificar oportunidades, priorizar ações e medir a evolução da visibilidade da marca em um novo ambiente de busca, transformando informações antes dispersas em decisões estratégicas.

Google e IAs não são usados exatamente do mesmo jeito

No Google, a busca costuma apontar para um destino

Muitas buscas ainda são objetivas.

Por exemplo:

A pessoa procura uma página, uma empresa, um serviço ou uma resposta.

O Google apresenta os resultados e o usuário escolhe onde clicar.

Por isso, a rotina de SEO costuma acompanhar posições, impressões, cliques, CTR, tráfego e conversões.

Nas IAs, a busca pode ajudar a montar a decisão

Nos chats, a pessoa consegue explicar melhor o que precisa.

Ela pode incluir contexto, restrições, orçamento, objetivo e fazer novas perguntas ao longo da conversa.

Exemplos:

  • “Quais critérios devo avaliar ao contratar uma agência de GEO?”
  • “Compare SEO e GEO para um e-commerce muito dependente de mídia paga.”
  • “Quais empresas brasileiras trabalham com SEO e IA para geração de leads?”
  • “Já faço SEO. O que preciso mudar para aparecer nas respostas de IA?”

A própria documentação do ChatGPT Search explica que uma pergunta pode ser transformada em diferentes consultas e fontes durante a construção da resposta [4][5].

Por isso, um prompt não é apenas uma palavra-chave mais longa.

Ele representa um cenário de decisão.

Google x IAs: uma comparação rápida

GoogleIAs generativas
Consulta mais objetivaPergunta com contexto
Lista de resultadosResposta sintetizada
Usuário escolhe a páginaIA seleciona e organiza informações
Métricas de cliques e posições Métricas de menções, fontes e contexto
Palavra-chavePrompt e cenário de decisão

Essa divisão não é rígida.

O Google já tem AI Overviews e AI Mode. ChatGPT e Perplexity também pesquisam na web.

Na prática, os ambientes estão se aproximando.

O que não muda quando falamos de GEO

Boa parte do trabalho continua sendo SEO. Uma página ainda precisa ser rastreável, indexável e fácil de entender. O site ainda precisa ter boa arquitetura, links internos, conteúdo claro e informações atualizadas. Dados estruturados continuam úteis. Autoridade continua importante. Reputação também.

O próprio Google reforça que as boas práticas de SEO seguem válidas para recursos como AI Overviews e AI Mode [6][7].

Em outras palavras: GEO não corrige uma base digital fraca.

Se a empresa tem problemas técnicos, conteúdo superficial, informações inconsistentes e pouca autoridade, não adianta apenas começar a monitorar prompts.

Primeiro, é preciso arrumar a casa.

E isso inclui:

  • explicar bem o que a empresa faz;
  • deixar produtos e serviços claros;
  • atualizar informações;
  • mostrar experiência;
  • publicar cases;
  • conquistar menções relevantes;
  • sustentar afirmações com dados e fontes.

O que precisa entrar na rotina

A adaptação acontece quando a equipe amplia o que já faz.

Palavras-chave continuam, mas os prompts entram junto

A pesquisa de palavras-chave ainda é útil para entender a demanda. Mas agora vale mapear também as perguntas que aparecem durante a decisão.

Pegando “agência GEO” como exemplo, alguns prompts poderiam ser:

  • quais critérios avaliar ao contratar uma agência GEO;
  • agência GEO ou time interno;
  • melhores agências GEO para e-commerce;
  • como saber se uma agência GEO está dando resultado;

A palavra-chave mostra a categoria. Os prompts mostram como a pessoa pensa.

Posição continua, mas presença também precisa ser medida

No SEO, acompanhamos onde uma página está ranqueando.

Nas IAs, precisamos olhar outras coisas:

  • a marca aparece?
  • em quais respostas?
  • com qual frequência?
  • em qual posição?
  • ao lado de quais concorrentes?
  • com quais atributos?
  • quais fontes sustentam a resposta?
  • o contexto é positivo, neutro ou negativo?

Aqui, o foco deixa de ser apenas “qual página aparece” e passa a incluir “como a marca está sendo apresentada”.

O próprio site não é suficiente

Uma IA pode usar diferentes fontes para formar uma resposta.

Isso aumenta o peso de ações como:

  • Digital PR;
  • link building;
  • matérias em portais;
  • entrevistas;
  • pesquisas proprietárias;
  • cases;
  • reviews;
  • comparativos;
  • páginas de especialistas.

Entender como ser mencionado na IA passa por construir consistência dentro e fora do site.

A marca precisa aparecer associada aos temas, produtos e atributos pelos quais quer ser reconhecida.

O estudo que ajudou a formalizar o conceito de GEO também analisou elementos como estatísticas, fontes e citações de especialistas [8]. Isso não significa que existe uma fórmula garantida.

Significa que conteúdos claros, bem fundamentados e verificáveis tendem a ser ativos mais fortes do que textos genéricos.

Quais tarefas servem para SEO e GEO

Não faz sentido criar dois departamentos que quase não conversam.

Boa parte do trabalho é compartilhada.

Tarefas que ajudam as duas frentes

  • auditoria técnica;
  • arquitetura de conteúdo;
  • análise de intenção;
  • atualização de páginas;
  • links internos;
  • dados estruturados;
  • cases;
  • pesquisa de mercado;
  • análise de concorrentes;
  • Digital PR;
  • link building;
  • fortalecimento de autoridade.

Tarefas mais ligadas ao SEO tradicional

  • posições;
  • impressões;
  • cliques;
  • CTR;
  • indexação;
  • páginas de entrada;
  • sessões;
  • conversões;
  • leads;
  • receita.

Tarefas que entram com mais força em GEO

  • mapeamento de prompts;
  • monitoramento de menções;
  • análise de fontes;
  • comparação entre marcas;
  • avaliação de sentimento;
  • análise dos atributos associados;
  • acompanhamento em diferentes plataformas;
  • revisão periódica das respostas.

O ideal é que tudo isso entre em um mesmo backlog. A prioridade deve vir do impacto no negócio, e não da sigla da tarefa.

Como adaptar a operação na prática

O processo pode ser organizado em cinco passos.

1. Comece pelo negócio

Antes de escolher prompts, defina:

  • quais produtos e serviços são prioritários;
  • quais públicos têm maior valor;
  • quais concorrentes importam;
  • quais atributos precisam ser associados à marca;
  • quais conversões devem ser impactadas.

Sem isso, o monitoramento vira apenas um conjunto de dados interessantes.

2. Mapeie palavras-chave e prompts

Transforme os temas estratégicos em grupos de perguntas.

Vale separar por:

  • descoberta;
  • comparação;
  • recomendação;
  • objeção;
  • avaliação;
  • seleção de fornecedor.

Nem todo prompt precisa ter grande volume.

Ele precisa ter relação com a jornada e com o resultado esperado.

3. Faça um diagnóstico combinado

No Google, olhe posições, páginas, cliques, impressões e conversões.

Nas IAs, analise menções, frequência, posição, sentimento, fontes, concorrentes e atributos.

As duas leituras se complementam.

Uma marca pode ter boa posição no Google e baixa presença nas respostas. Ou o contrário.

4. Monte um backlog único

O diagnóstico precisa virar tarefa.

Por exemplo:

  • atualizar uma página de serviço;
  • produzir um case;
  • criar um comparativo;
  • publicar um estudo próprio;
  • reforçar autoria;
  • corrigir uma informação institucional;
  • conquistar menções em portais;
  • melhorar a clareza de uma página.

Uma agência GEO pode ajudar a conectar esse diagnóstico à priorização e à execução, principalmente quando a empresa já tem SEO, conteúdo e comunicação funcionando em frentes separadas.

5. Meça visibilidade e resultado

SEO e GEO têm métricas diferentes.

Mas os dois precisam chegar ao negócio.

No SEO, acompanhamos:

  • posições;
  • impressões;
  • cliques;
  • tráfego;
  • leads;
  • conversões;
  • receita.

Em GEO, podemos acompanhar:

  • participação nos prompts;
  • frequência de menção;
  • posição média;
  • fontes;
  • sentimento;
  • concorrentes;
  • atributos associados.

Depois, esses dados precisam ser relacionados a buscas de marca, tráfego direto, acessos vindos de plataformas de IA, oportunidades comerciais, receita e CAC.

Menção não é conversão. E a correlação não prova causalidade.

Mas ignorar completamente esses sinais também deixa a empresa sem visão sobre uma parte crescente da jornada.

Onde a First Answer entra

Testar perguntas manualmente pode ajudar no início. O problema é que a resposta muda.

Ela pode variar conforme a plataforma, o modelo, o dia, a formulação do prompt, o contexto e as fontes disponíveis. Por isso, prints isolados não são suficientes para acompanhar evolução.

A First Answer permite transformar prompts estratégicos em uma base recorrente de monitoramento. A plataforma acompanha frequência de menções, posição da marca, concorrentes, sentimento e fontes utilizadas.

Imagine que uma empresa monitore um prompt comercial importante e descubra que três concorrentes aparecem com frequência.

Ao analisar as fontes, percebe que eles têm mais cases, matérias em portais e conteúdos comparativos.

Esse dado já aponta caminhos práticos:

  • produzir provas mais fortes;
  • melhorar páginas estratégicas;
  • criar conteúdos comparativos;
  • ampliar Digital PR;
  • fortalecer autoridade externa.

A ferramenta ajuda a enxergar o padrão.

A estratégia e a execução continuam sendo responsabilidade da equipe.

GEO deve ampliar a inteligência da operação de SEO

A principal mudança não é trocar SEO por GEO. É entender que a busca agora acontece em mais lugares.

A marca precisa ser encontrada no Google, mas também compreendida e considerada nas respostas.

Isso exige técnica, conteúdo, autoridade e monitoramento.

A pergunta que passa a fazer parte da rotina é simples:

Quando uma IA interpreta a necessidade do consumidor, quais marcas ela considera confiáveis o suficiente para mencionar?

Responder bem a essa pergunta ajuda a empresa a estar presente desde a descoberta até a decisão.

E é aí que SEO e GEO deixam de ser apenas visibilidade e passam a trabalhar juntos por aquisição, receita e crescimento mais previsível.

Referências

[1] AI Discovery Surges: Similarweb’s 2025 Generative AI Report Says. Similarweb. 2025.

[4] Apresentamos a busca do ChatGPT. OpenAI. 2024. 

[5] ChatGPT Search. OpenAI Help Center. Atualizado em 2026. 

[6] Recursos de IA e seu site. Google Search Central. 2025. 

[7] Google’s Guide to Optimizing for Generative AI Features on Google Search. Google Search Central. 2026. 

[8] GEO: Generative Engine Optimization. Pranjal Aggarwal, Vishvak Murahari, Tanmay Rajpurohit, Ashwin Kalyan e Karthik Narasimhan. ACM SIGKDD. 2024.